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E quando os sinos pararem de tocar?




Costumamos não olhar para os lados. Se nossa família está em segurança, não nos preocupa a violência. Se nosso emprego está estável, não nos importa o desemprego. Se nossa empresa vai bem, não nos importa milhares de empresas fechando.
Hoje decidi dar uma volta por alguns centros comerciais de Manaus e pela área do Distrito Industrial. 
As fotos acima ilustram um pouco o grave momento que estamos vivendo. Faixas de vende-se e/ou aluga-se em pontos onde funcionavam estabelecimentos comerciais ou da indústria.
Enquanto isso, por incrível que parece nossos governantes comemoram recorde de arrecadação, ignorando a sazonalidade dessa arrecadação por conta dos insumos pra produção da demanda das festas de fim de ano e sem perceber que em muitos setores é justamente essa política fiscal extorsiva que ocasiona a suspensão da atividade produtiva no comércio e na indústria.
E assim vamos matando a nossa “galinha dos ovos de ouro”. 
Um Estado que segue rico a custa da miséria de muita gente e da diminuição da atividade produtiva, como se fosse um parasita que devagar vai matando seu hospedeiro, sem perceber que a morte do hospedeiro significa a sua própria morte.
Se olharmos para o lado com os olhos da consciência e também do coração perceberemos que cada placa de ALUGA-SE ou VENDE-SE tem por detrás a frustração de um sonho, um empreendedor que perdeu seu negócio, dezenas, centenas e, as vezes, milhares de trabalhadores que perderam os seus empregos.
São mais de 13 milhões de desempregados no Brasil, isso sem contar os inativos que já não procuram emprego e os subempregados (informais)! Isso não é uma estatística! Isso é uma tragédia! São 13 milhões de famílias desestruturadas! 13 milhões de pais que choram não ter como colocar comida no prato dos seus filhos! 13 milhões de vidas despedaçadas!
Mas, se estamos empregados, se nosso negócio vai bem, se usufruímos desse Estado que achaca o cidadão, nem olhamos para o lado e, se as placas de VENDE-SE ou ALUGA-SE não existem, pra nós também não existe o desemprego e a desesperança.
De minha parte, quando ando pela cidade e me deparo com essa realidade, prefiro lembrar o poema “POR QUEM OS SINOS TOCAM” do poeta inglês John Donne: “a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano". Para parafraseá-lo: “o desemprego ou a falência de qualquer homem me diminui...”.
É hora de olharmos para o lado e percebermos que algo de muito grave está em curso na economia do Amazonas, sob pena de quando menos esperarmos os sinos parem de tocar para todos nós...

Marcelo Ramos é advogado, professor e escritor.

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